Gramínea perene, entouceirada, introduzida no Brasil de forma acidental, onde se instalou formando populações autossuficientes, que podem causar danos ao meio ambiente e danos econômicos à agricultura. Desenvolve-se nas Regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. Ocorre em áreas ocupadas por lavouras anuais e perenes, áreas olerícolas e as destinadas à implantação de fruticultura. Forma compostos alelopáticos que inibem o desenvolvimento do tomateiro.
Apresenta caule do tipo rizoma, muito ramificado e vigoroso, e colmos aéreos cilíndricos, verdes, entrenós glabros e ceríceos, nós pilosos e com altura entre 0,5 metro e 2 metros. Os colmos originam-se tanto a partir da germinação de sementes quanto do desenvolvimento das gemas do rizoma. Folhas com bainhas abertas e margens sobrepostas, lígula alta e membranácea. Lâmina linear-lanceolada, glabra e cerícea, margens inteiras. Inflorescência terminal do tipo panícula aberta e ramificada em espigas inseridas de forma verticilada ao longo do eixo. Espigas de coloração paleácea, avermelhada ou ferrugínea. Fruto do tipo cariopse, o qual é a unidade de propagação e por fragmentação do rizoma. Diferencia-se das demais espécies por apresentar rizomas longos e ramificados, o que permite formar rapidamente densas colônias.
Descrição:
Espécie infestante de várias culturas, como: soja, milho, cana-de-açúcar, algodão, etc. Sua presença, se não controlada, pode inutilizar o solo para agricultura, exceto para pastagens, cujo valor forrageiro é razoável. Pode ser tóxica ao gado na época de brotamento, nas secas e após geadas. Pode ainda hospedar agentes patogênicos da plantas cultivadas. Apresentam sementes proibidas, ou seja, não são permitidas junto daquelas comercializados.
Regioes:
Sul
Sudeste
Norte
Nordeste
Centro-Oeste