Culturas | Pragas Controladas | Dose Produto Comercial (L/ha) | Nº máximo de aplicações | Volume de calda (L/ha) | Equipamento de aplicação | Intervalo de Segurança (dias) | |
Nome Comum | Nome Científico | ||||||
Algodão | Bicudo-do-algodoeiro | Anthonomus grandis | 0,5 – 1,0 | 3 | 100 – 200 | Barra Costal | 03 |
Pulgão | Aphis gossypii | ||||||
ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO: Bicudo-do-algodoeiro: realizar o monitoramento periodicamente, iniciando as aplicações quando detectados presença da adultos na área ou sintomas de ataque. A maior dose deve ser utilizada em condições de maior infestação e em épocas de maior de ocorrência da praga. Em caso de reinfestação, reaplicar a partir de 5 dias de intervalo entre as aplicações. Pulgão: realizar o monitoramento periodicamente e iniciar as aplicações logo no início da infestação. As maiores doses devem ser utilizadas em condições de maior infestação, ou quando houver histórico de ocorrência da praga. Em caso de reinfestação, reaplicar com intervalo mínimo de 5 dias entre as aplicações. As aplicações devem ser realizadas antes ou após o período de florescimento da cultura. Não aplicar o produto com a presença de botões florais ou flores. Realizar no máximo 3 aplicações por ciclo de cultivo, sendo permitida apenas 1 aplicação pré-florada (antes da presença de botões florais) na dose máxima de 0,9 L/ha. Caso sejam necessárias mais que três aplicações, rotacionar ou alternar com inseticidas de modo de ação diferentes. Recomenda-se adicionar 0,25% v/v de óleo mineral ou vegetal. | |||||||
Arroz | Bicheira-da-raiz-do- arroz | Oryzophagus oryzae | 0,125 – 0,25 | 1 | 200 | Barra | 75 |
ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO: Bicheira-da-raiz-do-arroz: em áreas com histórico da ocorrência da praga, realizar o monitoramento e iniciar as aplicações no início da infestação, quando for constatada a presença dos primeiros adultos, realizando a aplicação no início da irrigação permanente. Realizar no máximo 1 aplicação por ciclo da cultura. | |||||||
Cana-de- Açúcar (Plantios Novos) | Cupins | Heterotermes tenuis | 2,0 – 2,5 | 1 | 100 | Jato Dirigido | 180 |
Cana-de- Açúcar (Soqueira) | Cigarrinha-das-raízes | Mahanarva fimbriolata | 1,5 – 3,0 | 1 | 100 – 200 | Barra Jato Dirigido | |
Bicudo da cana-de- açúcar | Sphenophorus levis | 1,5 - 3,0 | 1 | 100 - 400 | Barra Jato Dirigido | ||
ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO: Cupins: aplicação é feita preventivamente sobre os propágulos vegetativos (toletes, gemas, mudas ou plântulas) colocados no sulco de plantio, antes da operação de cobertura. Cigarrinha-das-raízes: realizar o monitoramento periodicamente e aplicar quando for observado o nível de controle recomendado, levando em consideração as condições de clima favoráveis para o desenvolvimento da praga (umidade e calor). Utilizar doses maiores quando se necessita um período mais prolongado de proteção em condições de maior pressão, ou de acordo com o histórico de ocorrência da praga. A aplicação deve atingir as ninfas identificadas pela presença da espuma. Realizar no máximo 1 aplicação por ciclo da cultura. Bicudo da cana-de-açúcar: Aplicar o inseticida Curbix 200 SC® para controle de Sphenophorus levis no início da brotação da soqueira ou perfilhamento da cana-de-açúcar. Aplicar em ambos os lados da linha de plantas. Realizar aplicação com volume de calda entre 100 e 400 L/ha. | |||||||
Café | Broca-do-café | Hypothenemus hampei | 2,0 – 2,5 | 2 | 500 | Costal Estacionário Turboatomizador | 60 |
ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO: Broca-do-café: Realizar o monitoramento e aplicar na presença dos primeiros adultos na área, no início da formação dos grãos e durante o período de migração de adultos. Em caso de reinfestação, reaplicar com intervalo mínimo de 30 dias entre as aplicações. Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo da cultura. As maiores doses devem ser utilizadas no período de maior infestação da praga. Caso sejam necessárias mais que duas aplicações, rotacionar ou alternar com inseticidas de modo de ação diferentes. | |||||||
Cultura | Pragas | Dose Produto Comercial (L/ha) | Nº máximo de aplicações | Volume de calda (L/ha) | Equipamento de aplicação | Intervalo de segurança (dias) | |
Nome Comum | Nome Científico | ||||||
Milheto | Percevejo-barriga- verde | Diceraus melacanthus | 0,75 – 1,0 | 2 | 100 – 200 | Barra Costal | 30 |
Percevejo-verde | Nezara viridula | ||||||
Percevejo-pequeno | Piezodorus guildinii | ||||||
ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO: Percevejo-barriga-verde: aplicar o produto quando for constatada a presença da praga logo após a emergência do milheto. Percevejo-verde e percevejo-pequeno: realizar o monitoramento e iniciar as aplicações no início da infestação, quando forem encontrados 2 percevejos a partir do 3º instar por amostragem. Em lavouras destinadas a produção de sementes, aplicar quando forem encontrados 1 percevejo por amostragem. Em caso de reinfestação, reaplicar com intervalo mínimo de 07 dias de intervalo entre as aplicações. Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo de cultivo. As maiores doses devem ser utilizadas no período de maior infestação da praga. Caso sejam necessárias mais que duas aplicações, rotacionar ou alternar com inseticidas de modo de ação diferentes. O produto não deve ser aplicado em período de florescimento. | |||||||
Milho | Percevejo-barriga- verde | Diceraus melacanthus | 0,75 – 1,0 | 2 | 100 – 200 | Barra Costal | 30 |
Cigarrinha-do-milho | Dalbulus maidis | ||||||
Pulgão-do-milho | Rhopalosiphum maidis | ||||||
ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO: Cigarrinha-do-milho: realizar o monitoramento e iniciar as aplicações no início da infestação, na presença dos primeiros adultos nas plantas. Percevejo-barriga-verde: aplicar o produto quando for constatada a presença da praga logo após a emergência do milho. Para obter melhor resposta do produto, as aplicações devem ser realizadas até que a planta atinja 6 folhas completamente expandidas (V6) durante o desenvolvimento vegetativo. Em caso de reinfestação, reaplicar a partir de 7 dias de intervalo entre as aplicações. As maiores doses devem ser utilizadas no período de maior infestação da praga e em áreas com históricos de alta pressão da praga ou ocorrência de enfezamento. Pulgão-do-milho: realizar o monitoramento e iniciar as aplicações logo no início da infestação. As maiores doses devem ser utilizadas em condições de maior infestação, ou quando houver histórico de ocorrência da praga. Em caso de reinfestação, reaplicar com intervalo mínimo de 7 dias entre as aplicações. O produto não deve ser aplicado em período de florescimento. Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo de cultivo. Caso sejam necessárias mais que duas aplicações, rotacionar ou alternar com inseticidas de modo de ação diferentes. | |||||||
Soja | Percevejo-marrom | Euschistus heros | 0,75 – 1,0 | 2 | 150 – 200 | Barra Costal | 14 |
Percevejo verde- pequeno | Piezodorus guildinii | ||||||
Tripes | Caliothrips brasiliensis | ||||||
ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO: Percevejos: realizar monitoramento periodicamente, iniciando as aplicações no início da infestação quando forem encontrados 2 percevejos a partir de 3º instar por metro. Em lavouras destinadas a produção de sementes, aplicar quando for encontrado 1 percevejo por amostragem. Tripes: realizar o monitoramento periodicamente e iniciar as aplicações logo no início da infestação. As maiores doses devem ser utilizadas em condições de maior infestação, ou quando houver histórico de ocorrência da praga. Em caso de reinfestação, reaplicar com intervalo mínimo de 7 dias entre as aplicações. Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo de cultivo. A maior dose deve ser utilizada em condições de maior infestação. Caso sejam necessárias mais que duas aplicações, rotacionar ou alternar com inseticidas de modo de ação diferentes. Não aplicar o produto durante o período de inflorescência, quando forem observados os primeiros botões florais e durante o florescimento. | |||||||
Sorgo | Percevejo-barriga- verde | Diceraus melacanthus | 0,75 – 1,0 | 2 | 100 – 200 | Barra Costal | 30 |
Percevejo-verde | Nezara viridula | ||||||
ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO: Percevejo-barriga-verde: aplicar o produto quando for constatada a presença da praga logo após a emergência do sorgo. Percevejo-verde: realizar o monitoramento e iniciar as aplicações no início da infestação, quando forem encontrados 2 percevejos a partir do 3º instar por amostragem. Em lavouras destinadas a produção de sementes, aplicar quando forem encontrados 1 percevejo por amostragem. Em caso de reinfestação, reaplicar a partir de 07 dias de intervalo entre as aplicações. Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo de cultivo. As maiores doses devem ser utilizadas no período de maior infestação da praga. Caso sejam necessárias mais que duas aplicações, rotacionar ou alternar com inseticidas de modo de ação diferentes. O produto não deve ser aplicado em período de florescimento. | |||||||
| Cultura | Praga | Nome Cientifico | Modo de Aplicação |
|---|---|---|---|
| Algodão | Anthonomus grandis | Bicudo | Ver detalhes |
| Arroz | Oryzophagus oryzae | Bicheira-da-raiz-do-arroz, Gorgulho-aquático-do-arroz | Ver detalhes |
| Café | Hypothenemus hampei | Broca-do-café | Ver detalhes |
| Cana-de-açúcar | Heterotermes tenuis | Cupins | Ver detalhes |
| Milheto | Piezodorus guildinii | Percevejo-pequeno | Ver detalhes |
| Milho | Dalbulus maidis | Cigarrinha-do-milho | Ver detalhes |
| Soja | Euschistus heros | Percevejo-marrom | Ver detalhes |
| Sorgo | Nezara viridula | Percevejo-verde | Ver detalhes |
O volume de calda pode variar de acordo com o estádio de desenvolvimento da cultura.
Para o preparo da calda, deve-se utilizar água de boa qualidade, livre de coloides em suspensão (terra, argila ou matéria orgânica), a presença destes pode reduzir a eficácia do produto;
Prepare apenas a quantidade de calda necessária para completar o tanque de aplicação, pulverizando logo após sua preparação.
Na ocorrência de algum imprevisto que interrompa a agitação da calda, agitá-la vigorosamente antes de reiniciar a aplicação.
Utilizar pulverizador costal dotado de ponta de pulverização do tipo leque (jato plano), calibrando de forma a proporcionar perfeita cobertura com tamanho de gota média a grossa e direcionando para o alvo desejado. Observar para que a aplicação seja uniforme e que não ocorram sobreposições, escorrimentos e nem deriva por movimentos não planejados pelo operador.
Utilizar pulverizadores tratorizados de barra ou autopropelidos, com pontas de pulverização hidráulicas, adotando o espaçamento entre pontas e altura da barra com relação ao alvo recomendados pelo fabricante das pontas. Certificar-se que a altura da barra é a mesma com relação ao alvo em toda sua extensão, devendo esta altura ser adequada ao estádio de desenvolvimento da cultura de forma a permitir uma perfeita cobertura das plantas.
O equipamento deve ser regulado e calibrado de forma a produzir espectro de gotas médias a grossas.
Utilizar pulverizador estacionário munido de pistola com gatilho de abertura e fechamento dotado de ponta de pulverização hidráulica e calibrar o equipamento para que a cada acionamento, do gatilho, a vazão seja constante. Manter velocidade de deslocamento constante de modo que não se prejudique a condição da formação das gotas e mantenha o mesmo volume de calda em toda a área tratada. Realizar movimentos uniformes com a barra ou pistola evitando sobreposições, deriva ou concentração de calda em um único ponto gerando, assim, escorrimento e desperdício da calda.
Utilizar pulverizador autopropelido ou tratorizado de barra, dotado de ponta do tipo leque (jato plano) dirigido ao sulco de plantio, sobre os "toletes" de cana-de-açúcar, adotando o espaçamento entre pontas e altura da barra com relação ao alvo que permita uma perfeita cobertura dos “toletes”. Certificar-se que a altura da barra é a mesma com relação ao alvo em toda sua extensão. O equipamento deve ser regulado e calibrado de forma a produzir espectro de gotas médias a grossas. Procedendo-se a cobertura imediatamente após aplicação.
Utilizar pulverizador tratorizado montado, semimontado ou de arrasto, dotado de ponta do tipo cone vazio com espaçamento entre pontas determinado pelo fabricante. As pontas devem ser direcionadas para o alvo de acordo com cada cultura, as pontas superiores e inferiores podem ser desligadas para que não seja feita a pulverização no solo ou acima do topo da cultura, além do emprego de pontas com perfil de gotas variando entre grossa e muito grossa nas posições superiores, a fim de evitar a perda dessas gotas por deriva. A regulagem do ventilador deve oferecer energia suficiente para que as gotas sejam impulsionadas para o interior do dossel da cultura, conferindo a melhor cobertura no interior da estrutura da planta.
O equipamento deve ser regulado e calibrado de forma a produzir espectro de gotas médias a grossas.
Temperatura | Umidade do ar | Velocidade do vento |
menor que 30°C | maior que 55% | entre 3 e 10 km/h |
Não permita que a deriva proveniente da aplicação atinja culturas vizinhas, áreas habitadas, leitos de rios e outras fontes de água, criações e áreas de preservação ambiental.
Siga as restrições existentes na legislação pertinente.
O potencial de deriva é determinado pela interação de muitos fatores relativos ao equipamento de pulverização (independente dos equipamentos utilizados para a pulverização, o tamanho das gotas é um dos fatores mais importantes para evitar a deriva) e ao clima (velocidade do vento, umidade e temperatura).
O aplicador deve considerar todos estes fatores quando da decisão de aplicar. Evitar a deriva é responsabilidade do aplicador.
A melhor estratégia de gerenciamento de deriva é aplicar com o maior diâmetro de gotas possível para dar uma boa cobertura e controle, ou seja, de média a grossa.
A presença nas proximidades de culturas para as quais o produto não esteja registrado, condições meteorológicas, estádio de desenvolvimento da cultura, entre outros devem ser considerados como fatores que podem afetar o gerenciamento da deriva e cobertura da planta. Aplicando-se gotas de diâmetro maior reduz-se o potencial de deriva, mas não previne se as aplicações forem feitas de maneira imprópria ou sob condições desfavoráveis.
Volume: use bicos de maior vazão para aplicar o maior volume de calda possível considerando suas necessidades práticas. Bicos com vazão maior produzem gotas maiores.
Pressão: use a menor pressão indicada para o bico. Pressões maiores reduzem o diâmetro de gotas e não melhoram a penetração através das folhas da cultura. Quando maiores volumes forem necessários, use bicos de vazão maior ao invés de aumentar a pressão.
Tipo de Ponta: use o modelo de ponta apropriado para o tipo de aplicação desejada. Para a maioria das pontas, ângulos de aplicação maiores produzem gotas maiores. Considere o uso de pontas de baixa deriva.
O equipamento de aplicação deve estar em perfeitas condições de funcionamento, isento de desgaste e vazamentos.
O potencial de deriva é alto durante uma inversão térmica. Inversões térmicas diminuem o movimento vertical do ar, formando uma nuvem de pequenas gotas suspensas que permanecem perto do solo e com movimento lateral. Inversões térmicas são caracterizadas pela elevação da temperatura com relação à altitude e são comuns em noites com poucas nuvens e pouco ou nenhum vento. Elas começam a ser formadas ao pôr do sol e frequentemente continuam até a manhã seguinte. Sua presença pode ser identificada pela neblina no nível do solo. No entanto, se não houver neblina as inversões térmicas podem ser identificadas pelo movimento da fumaça originária de uma fonte no solo. A formação de uma nuvem de fumaça em camadas e com movimento lateral indica a presença de uma inversão térmica; enquanto que se a fumaça for rapidamente dispersa e com movimento ascendente, há indicação de um bom movimento vertical de ar.
Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.