É indicado para tratamento pós colheita (fumigação) no controle de insetos que atacam:
sementes e grãos armazenados de arroz, café, feijão, milho, soja e trigo;
farelo de soja, farinha de trigo;
fumo (tabaco).
CULTURAS | ALVOS | DOSE | |
NOME COMUM | NOME CIENTÍFICO | Equivalente em FOSFINA (g/m³) | |
ARROZ | Besouro | Cryptolestes ferrugineus | 2 a 3 |
Besouro | Oryzaephilus surinamensis | 2 a 3 | |
Besourinho | Rhizopertha dominica | 2 a 3 | |
Gorgulho do arroz | Sitophilus oryzae | 2 | |
Traça da farinha | Ephestia kuehniella | 2 | |
Traça indiana da farinha | Plodia interpunctella | 2 | |
Traça dos cereais | Sitotroga cerealella | 2 | |
Besouro castanho | Tribolium castaneum | 2 | |
CAFÉ | Caruncho do café | Araecerus fasciculatus | 2 |
FARELO DE SOJA | Cascudinho | Alphitobius diaperinus | 2 a 3 |
Bicho-do-fumo | Lasioderma serricorne | 2 a 3 | |
Caruncho-dos-cereais | Sitophilus oryzae | 2 | |
Caruncho-dos-cereais | Sitophilus zeamais | 2 | |
Besouro-castanho | Tribolium castaneum | 2 | |
FARINHA DE TRIGO | Besouro castanho | Tribolium castaneum | 2 |
Traça da farinha | Ephestia kuehniella | 2 | |
Gorgulho da farinha | Stegobium paniceum | 2 | |
Traça indiana da farinha | Plodia interpunctella | 2 | |
Besouro | Tenebrio molitor | 2 | |
Besouro | Tenebroides mauritanicus | 2 | |
FEIJÃO | Caruncho do feijão | Acanthoscelides obtectus | 2 |
Caruncho pequeno do feijão | Zabrotes subfasciatus | 2 | |
FUMO (tabaco) | Bicho do fumo | Lasioderma serricorne | 2 a 3 |
Traça do fumo | Ephestia elutella | 2 a 3 | |
MILHO | Besouro | Cryptolestes ferrugineus | 2 a 3 |
Besouro | Oryzaephilus surinamensis | 2 a 3 | |
Besouro castanho | Tribolium castaneum | 2 a 3 | |
Traça dos cereais | Sitotroga cerealella | 2 | |
Caruncho dos cereais | Sitophilus zeamais | 2 | |
Besouro | Carthartus quadricollis | 2 | |
Besouro | Laemopheoeus minutus | 2 | |
Besouro | Tenebroides mauritanicus | 2 | |
SOJA | Cascudinho | Alphitobius diaperinus | 2 a 3 |
Bicho-do-fumo | Lasioderma serricorne | 2 a 3 | |
Besouro-castanho | Tribolium castaneum | 2 a 3 | |
Traça | Corcyra cephalonica | 2 | |
Traça dos cereais | Plodia interpunctella | 2 | |
TRIGO | Besouro | Cryptolestes ferrugineus | 2 a 3 |
Besouro | Oryzaephilus surinamensis | 2 a 3 | |
Besourinho | Rhizopertha dominica | 2 a 3 | |
Caruncho dos cereais | Sitophilus oryzae | 2 | |
Caruncho dos cereais | Sitophilus zeamais | 2 | |
Traça indiana da farinha | Plodia interpunctella | 2 | |
DOSE | |
Equivalente em FOSFINA | Equivalente em PRODUTO COMERCIAL |
2 gramas de fosfina / m³ | 2 pastilhas de 3 g / m³ ou 10 pastilhas de 0,6 g / m³ ou 1 sleeve de 1 kg / 166,66 m³ |
3 gramas de fosfina / m³ | 3 pastilhas de 3 g / m³ ou 15 pastilhas de 0,6 g / m³ ou 1 sleeve de 1 kg / 111,11 m³ |
Obs.: cada pastilha de 3 g libera 1 g de fosfina, cada pastilha de 0,6 g libera 0,2 g de fosfina
A fumigação tem como objetivo a morte dos insetos em todas as suas fases de desenvolvimento (ovos, larvas, pupas e adultos). Portanto, não se deve alterar as doses recomendadas sob qualquer pretexto. Deve-se observar que a hermeticidade, assim como o tempo de exposição são fatores preponderantes para o sucesso da operação de fumigação, que manterá a concentração de fosfina necessária para a eficácia do processo.
Quando diminuem os níveis de hermeticidade, aumentam indesejavelmente, os índices de sobrevivência de insetos em bolsões de baixa concentração de fosfina, permitindo a formação da pressão de seleção de insetos resistentes.
Os tipos de tratamentos acima e suas devidas dosagens se aplicam principalmente para as estruturas de silos metálicos com junções soldadas ou parafusadas, silos e armazéns graneleiros de concreto, contendo produtos a serem fumigados, que devem ser vedados com lonas próprias para fumigação, pilhas de produtos ensacados e/ou outras formas de acondicionamento, sob câmaras de fumigação com lonas próprias para essa operação, além de moinhos, contêineres e porões de navios, vazios ou contendo produtos a serem fumigados.
A dosagem deverá ser considerada para o volume (m³) total do depósito, silo, armazém, contêineres ou porão a ser fumigado e se aplica igualmente a esses ambientes, parcial ou totalmente lotados.
Desde que cumpridos os procedimentos estabelecidos nesta bula, os produtos fumigados não são afetados pela fosfina, quanto a sua qualidade, sabor, coloração e propriedades organolépticas.
SLEEVES: Trata-se de tubos confeccionados em tecido (tela, algodão, etc.). Cada SLEEVE pode acondicionar até 1,0 kg de pastilhas de Phostoxin®. Ao serem acomodadas nos locais de uso, iniciam lentamente o desprendimento do gás fosfina, cuja taxa de maior ou menor desprendimento varia de acordo com a temperatura e umidade do ambiente e do produto armazenado. Este detalhe é determinante para estabelecer a dosagem e o período de fumigação.
O número, a época e o intervalo de aplicação entre uma fumigação e outra, é determinado pelo nível de reinfestação do produto armazenado, segundo critério do técnico responsável pela armazenagem.
| Cultura | Praga | Nome Cientifico | Modo de Aplicação |
|---|---|---|---|
| Arroz | Sitotroga cerealella | Tínea-dos-cereais, Traça-dos-cereais | Ver detalhes |
| Arroz - Armazenado | Sitophilus oryzae | Caruncho-dos-cereais, Gorgulho-das-grãos-armazenados | Ver detalhes |
| Café | Araecerus fasciculatus | Caruncho-das-tulhas, Caruncho-do-café | Ver detalhes |
| Farelo de soja - Armazenado | Alphitobius diaperinus | Cascudinho | Ver detalhes |
| Farinha-de-trigo - Armazenada | Tenebroides mauritanicus | besouro | Ver detalhes |
| Feijão | Acanthoscelides obtectus | Caruncho-do-feijão, Gorgulho-do-feijão | Ver detalhes |
| Fumo | Lasioderma serricorne | Bicho-do-fumo, Carruncho-do-fumo | Ver detalhes |
| Milho | Cryptolestes ferrugineus | Besouro, Escaravelho | Ver detalhes |
| Milho - Armazenado | Sitophilus zeamais | Caruncho-dos-cereais, Gorgulho-do-milho | Ver detalhes |
| Soja | Lasioderma serricorne | Bicho-do-fumo | Ver detalhes |
| Trigo | Sitophilus zeamais | Caruncho-dos-cereais, Gorgulho-do-milho | Ver detalhes |
Cobrir cada bloco ou grupo de blocos a ser fumigado com lona própria para fumigação. Ajustar bem a lona sobre o material, mantendo um afastamento de pelo menos 30 cm da base da pilha, deixando ainda uma sobra de aproximadamente 50 cm em todos os lados. Sob a lona, colocar as pastilhas em pequenas caixas de madeira ao redor dos blocos e vedar toda a beirada da lona com cobras de areia para evitar vazamento do gás. Ao aplicar o fumigante, evite a sobreposição das pastilhas, facilitando o desprendimento do gás fosfina.
Cobrir cada bloco ou grupo de blocos a ser fumigado com lona própria para fumigação. Ajustar bem a lona sobre o material, mantendo um afastamento de pelo menos 30 cm da base da pilha, deixando uma sobra
de aproximadamente 50 cm em todos os lados. Sob a lona, colocar os sleeves pendurados nas laterais das pilhas e vedar toda a beirada da lona com cobras de areia para evitar vazamento do gás.
Para todos os casos de fumigação de produtos a granel, a dosagem calculada deve ser aplicada integralmente na massa de grãos. No caso da fumigação das válvulas de descarga de grãos e dutos de aeração a dosagem deve ser calculada adicionalmente, e em separado, segundo os seus respectivos volumes.
As estruturas de armazenamento sempre devem ser inspecionadas antes do armazenamento de produtos, tendo em vista avaliar eventuais locais de fuga de fosfina, para que sejam adotadas medidas de correção e evitar possível vazamento que, além dos riscos inerentes, permitirá o insucesso da fumigação.
Após terminado o tempo de exposição do processo de fumigação, tendo em vista remover a fosfina existente, em razão da hermeticidade do local, deve-se acionar a aeração mediante a ventilação e da exaustão forçadas ou não, além de providenciar duas aberturas para que haja uma corrente de ar.
Considerando que o fosfeto de alumínio pode reagir mais rapidamente em presença de água, deve-se também tomar cuidado especial para que o fumigante não venha a ser atingido pela água, seja de infiltrações, goteiras ou mesmo de condensações.
Para que haja o correto desprendimento do fumigante aplicado, as pastilhas nunca devem ficar amontoadas.
Como medida de precaução, as garrafas de PHOSTOXIN devem ser abertas no lado externo dos locais de fumigação para que haja a despressurização destas embalagens. Posteriormente, tornar a fechá-las, podendo ser levadas para os locais de fumigação.
A fumigação só deverá ser realizada em navios que tenham porões herméticos e que estejam aptos para o transporte de grãos. É recomendada a inspeção prévia do porão.
Sempre tomar cuidado com a possibilidade de ocorrência de chuvas, ainda que fracas, pois como o processo de fechamento dos porões é lento, o fumigante aplicado poderá ser exposto à umidade, vindo a ocorrer acidentes. Não é recomendável a fumigação nestes casos.
O fumigante a ser utilizado na fumigação deve ser aplicado, a pelo menos, 30 cm abaixo da superfície da massa de produto a ser fumigado, não devendo nunca ficar exposto à ação de eventual umidade provocada pela chuva, garoa ou condensações internas do porão.
Recomenda-se que o fumigante a ser aplicado no porão do navio, durante o processo de fumigação, deve ser distribuído por toda a superfície da carga fumigada, não permitindo a sua aglomeração ou a concentração em pequenas áreas do porão, de forma a evitar o risco de formação de concentração de fosfina acima do limite de risco para acidentes.
Identificar e verificar locais de possível vazamento de fosfina, a exemplo de respiros diversos, sistemas de detecção de chamas por dutos, válvulas e outras comunicações entre o porão e o convés, além de corrosões na parede divisória com a torre de comando, junto às cabines.
Cuidados adicionais devem ser observados nas borrachas das tampas dos porões, bem como do acesso via agulheiro.
No caso de se utilizar o processo de recirculação em fumigação de porões de navios, recomenda-se que os seus critérios básicos sejam obedecidos (periodicidade de acionamento do motor, localização da instalação do motor, etc).
Não permitir o contato do fumigante com a água, ácidos ou outros líquidos.
Nunca permita que as pastilhas sejam amontoadas na massa de grãos, farelos ou outros produtos.
Buscando a melhor dispersão, homogeneização e aeração da fosfina no interior dos contêineres, por ocasião das fumigações com este fumigante, recomenda-se que haja espaço de pelo menos 50 cm na parte superior, entre o teto e a carga, uso de paletes entre o piso e a carga, bem como no meio dela. O uso de material de proteção da carga, também deve levar em consideração aspectos relacionados aos
fatores citados anteriormente. As medidas recomendadas permitem uma melhor circulação da fosfina, além de facilitar o processo de aeração do contêiner.
Também é importante que o fumigante fique em posição que não ocorra seu umedecimento, seja por condensação ou por entrada acidental de água.
Seguir as instruções para que se obtenha a ação total da fosfina em função do tempo de exposição necessário para o efetivo controle dos insetos.
OBS: Para definir o tempo de exposição, é necessário levar em consideração:
a cultura;
a temperatura no interior da câmara de fumigação;
o local (tipo de estrutura) onde será feita a fumigação;
o teor de umidade das sementes / grãos de feijão.
Temperaturas acima de 25ºC.
Cultura | Local de fumigação | Tempo de exposição |
Feijão (sementes e grãos) | Independente do local de fumigação | 72 horas (para teor de umidade acima de 14%) |
120 horas (para teor de umidade de até 14%) | ||
Sementes das demais culturas registradas | Independente do local de fumigação | 96 horas |
Arroz, farelo de soja, farinha de trigo, fumo (tabaco), milho, soja e trigo | Contêineres e câmaras de lona | Mínimo 144 horas |
Silos verticais, graneleiros horizontais e porões de navios | Mínimo 240 horas | |
Café beneficiado | Contêineres e câmaras de lona | Mínimo 96 horas |
Café não beneficiado | Mínimo 144 horas |
Para temperaturas entre 15°C a 25ºC, recomenda-se prolongar o tempo de exposição em 20%, exceto para tratamento de feijão (sementes e grãos) e sementes das demais culturas.
Para temperaturas inferiores a 15°C não se recomenda a fumigação.
As temperaturas indicadas se referem às temperaturas do interior das câmaras de fumigação, silos, armazéns graneleiros, contêineres e porões de navios.
O tempo de exposição poderá ser aumentado, exceto para tratamento de feijão (sementes e grãos) e sementes das demais culturas.
O tempo de exposição nunca deve ser reduzido, seja qual for a razão, sob pena de ineficácia da operação de fumigação.
O intervalo de segurança para fumigação indicado é de 4 dias para todas as culturas.
Não entre no local que está em processo de fumigação antes do término do processo de aeração.
A reentrada de pessoas ou a reocupação de áreas fumigadas somente pode ser efetuada após o término do processo de aeração, quando a concentração de fosfina (PH3) estiver abaixo do limite de 0,23 ppm, constatado através de aparelho medidor de gás fosfina.
Caso seja necessário, use exaustores e/ou ventiladores para facilitar a aeração do local.
Se houver absoluta necessidade de entrada na área antes do término do intervalo de reentrada, essa intervenção deve ser realizada por trabalhador capacitado para isso, que deve utilizar os mesmos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados para o uso durante a aplicação do produto. Garanta a presença de, no mínimo, um segundo trabalhador protegido como o operador, que disponha de equipamento que permita a retirada segura e imediata do operador em caso de incidente. Reduza o tempo de operação ao mínimo indispensável.